segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Eu queria

Estudo 090608-1

Hoje, como os ontens mais recentes, mais uma vez, ouvi falar de amores vegetais, preocupações legais, atos naturais, propostas ambientais.
Homens sinceros mentindo que é uma beleza!
Muitos cientistas sem ciência e amadores irriquietos balburdiando até serem ridicularizados.
Crianças perdidas, balas perdida... algumas achadas.
Alunos sem aula.
Campanhas em políticos.
Nós sós... muito sós.
Poucas palavras bastariam para dizer a verdade disso tudo... mas alguém quer saber da verdade? Esta palavra, na história e na vida, sempre foi muito mal recebida.
As meio-verdades ou meio-mentiras nos perseguem. Queremos ignorá-las, mas somos nós quem as criamos e as alimentamos e as amamos e as queremos demais.
Não importa o nosso país qual nome tenha, assim, não importa a nossa nacionalidade, só queremos viver e nada mais importa.
Não importa, como se vê, a nossa cidade como os seus lixos e mazelas que nós tão apressadamente nos prontificamos de amontoar em qualquer lugar, jogar em nossos rios e sei lá mais. Se não somos nós então que é que isso faz?
Não importa a natureza desde que o meu jornal chegue à minha porta; não interessa a bio-diversidade, desde que eu mantenha meu emprego; não importa minha vida, desde que eu tenha alguma vantagem a me entorpecer.
Em qual mentira quero acreditar? Que alguma ONG vai me salvar como um disco voador que vem me resgatar desta lixeira? Que algum ser angélico vem reflorestar as arvores que eu matei ou que apoiei que fossem mortas?
O progresso tem seus custos, bem sabemos, mas que custo é este? Quanto vale a nossa vida, muito? Pouco? Muito pouco?
A dor disso tudo é que amamos as mentiras e por isso mentimos, sinceramente.
Defendemos o que não compreendemos, atacamos o que não compreendemos.
Somos apaixonados.
Não posso e não devo acusar qualquer ser humano por ser ignorante daquilo que também sou.

Nenhum comentário: