segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Janela

paulovinheiro 141109


Olho-te atrás dos vidros

Na manhã orvalhada

Súbito convido: café?

Vens então e cantas

Tua voz é notícias

Contas teus sonhos

Explicas o impalpável

És tão íntima do insuspeito

Apontas para as árvores

Suas folhas e seus frutos

E glorias teus minutos

Do teu ninho não sei eu

Invades os meus olhos

Meus ouvidos e minha vida

Bem vinda à minha manhã

Ensina-me sábia sabiá


(para um de meus pássaros, amigos do café da manhã)

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