paulovinheiro 141109
Olho-te atrás dos vidros
Na manhã orvalhada
Súbito convido: café?
Vens então e cantas
Tua voz é notícias
Contas teus sonhos
Explicas o impalpável
És tão íntima do insuspeito
Apontas para as árvores
Suas folhas e seus frutos
E glorias teus minutos
Do teu ninho não sei eu
Invades os meus olhos
Meus ouvidos e minha vida
Bem vinda à minha manhã
Ensina-me sábia sabiá
(para um de meus pássaros, amigos do café da manhã)
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