segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Licenças catarinas

Monteiro Lobato, 22 dez. 2008
Paulo Pinheiro.


Das vagas tenho as sombras da maresia
Noite e dia fujo e sofro carícia dolorosa
Ouço as mentiras que me vêm em heresia
Em grades preso lembro tua cor, a rosa

Inda vejo em aberto campo, livro e poesia
E em perfeito som palavra arde amorosa
Chaves, trincos, ferros, és minha analgesia
Amor, sol, lua, flor, aqui recitas em prosa

Ausente é tua sombra, és presente, milagrosa
Temo a insustentabilidade, te vejo luz melindrosa
As trevas de dentro e fora iluminas vagarosa

Madre d’Albi, honro teu Filho em mim
Pater terno, teu amor é meu sol em si
Fruto sou e me reconheço enfim.

(na agonia (exaltação) meditativa o reconhecimento de si e seu tamanho gera dores que só sabe quem intentou fazê-lo)

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