Monteiro Lobato, 22 dez. 2008
Paulo Pinheiro.
Das vagas tenho as sombras da maresia
Noite e dia fujo e sofro carícia dolorosa
Ouço as mentiras que me vêm em heresia
Em grades preso lembro tua cor, a rosa
Inda vejo em aberto campo, livro e poesia
E em perfeito som palavra arde amorosa
Chaves, trincos, ferros, és minha analgesia
Amor, sol, lua, flor, aqui recitas em prosa
Ausente é tua sombra, és presente, milagrosa
Temo a insustentabilidade, te vejo luz melindrosa
As trevas de dentro e fora iluminas vagarosa
Madre d’Albi, honro teu Filho em mim
Pater terno, teu amor é meu sol em si
Fruto sou e me reconheço enfim.
(na agonia (exaltação) meditativa o reconhecimento de si e seu tamanho gera dores que só sabe quem intentou fazê-lo)
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