segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Minha amiga

Ao leitor.
Explicação de “Minha amiga”.
Originalmente pensei escrever algo pra uma amiga que estava a sofrer de indigestão amorosa. Uma relação razoavelmente longa, mas com alguns probleminhas naturais dos relacionamentos. Quando acabei senti algo estranho: faltou eu falar com o meu amigo – esposo dela. Aí escrevi tantas linhas pra ele quanto havia escrito pra ela. Pensei em por em duas colunas e assim fiz a leitura e achei que havia alguma harmonia. Como se fosse uma brincadeira, emendei as colunas, digo, li linha um e linha um dos dois, unindo-as como a comunhão, afinal era um relacionamento, entendes? Percebi que havia alguma graça, porém, com as diferenças, com a perda de algum sentido... Acertei aqui e ali pra harmonizar e a reforma transfigurou sem desfigurar.
Teorizo que quando a gente resolve unir duas coisas diversas, de naturezas diferen-tes e que sofrem pela atração e repulsão e seus desgastes, ambas perdem algo, e podem até dar um novo sentido com essa união ou reunião. Entendi que como as pessoas as letras podem sofrer mutações, quando buscamos o equilíbrio em suas relações.
Pode parecer complicado, mas não é (isso sabem os amantes e os poetas). Há que termos passado por algumas boas e algumas ruins pra poder entender que a cola que cola gente tem que seguir alguns processos como também seguem a cola que une as palavras. A harmonia, coisa difícil e que não se compra na feira, é algo muito delicada. O texto está repleto de dissonâncias e acho que isso lhe fez certo lustro.
O texto segue abaixo numa caixa de imagem - é só clicar dentro da caixa:


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