segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Ontem e hoje

paulovpinheiro
21112010

Há quanto tempo aquele cavalheiro de modos especiais andou em Monteiro Lobato? quando ela nem se chamava assim. Aquele homem teve sua importância. Tal importância, e quanta, que foi seu nome, que ela o adotou a partir de um tempo.
Esta terra deve honrar seu nome. Porém, honra é algo fora de moda. O que seria en-tão? O que substitui tal coisa? a honra!
Confesso que deveria conhecer mais a obra daquele autor. Não a conheço tanto para me arrogar alguma autoridade para escrever o texto que segue. Porém, com certeza, conhe-ço alguma coisa e posso imaginar que o Jeca de antigamente não cabe no mundo de hoje, portanto, por favor, não criemos a fantasia perniciosa de impedir que o Jeca ocupe o lugar que tem direito e que os novos homens de nossa época encontrem o seu lugar também.
Não quero parecer mais grosseiro do que normalmente sou, mas... não deveremos es-perar que o as autoridades públicas dêem sua contribuição para ajudar nessa tarefa. Ela, a autoridade pública, já fez isso, até onde alcança, até onde vai seu interesse, e fazer o Jeca virar cidadão é tudo o que não interessa – perdoem, mas não usarei meias palavras.
A tarefa de fazer a “revolução cultural” nos sertões paulistas, no Vale-do-Paraíba, na Mantiqueira e nos Brasis afora, não pode ser destinada aos políticos, afinal eles só sabem fazer política e mais nada – a tarefa é nossa – acender uma luz nas trevas da educação e cultura.
O entretenimento é maravilhoso, desde que não seja socialmente acanalhante. Existe a necessidade de haver um projeto onde se faça justiça à memória do autor e que este tenha o mesmo fator revolucionário que ele tinha.
O Sr. Lobato teve de recuar ante uma negra ditadura, e hoje não há ditadura, talvez letargia social.
Para curar a suposta letargia social entendo que só exista um caminho. Trabalho.
O trabalho que sugiro é: - montar um projeto.
Porque o projeto? Obviamente é um instrumento de organização e método para atingir um determinado objetivo ou objetivos.
Em primeiro devemos compreender quais os objetivos, sem desvios, sem excesso de palavras , e assim por dizer: sem poesia, porém com toda a poesia do mundo.
Diretamente, sim, diretamente.
Quem deve ser procurado pra abraçar esta obra? Gente afeita à causa? Empresas in-teressadas em cultura? Empresas apenas interessada nas leis de incentivo fiscal? Quem? Ou todos estes e mais alguns?
Quem pensará o embrião do projeto?
Pra ajudar estou à disposição.
Paulo

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