paulovinheiro - 201009
Quando quis andar mais um pouco tive muitos motivos para não fazê-lo.
Era noite e a chuva impedia de ver o que a minguante também me negava.
O frio era forte e a distância do que eu queria era muita.
Havia uma estrela que teimava em aparecer de vez enquanto.
Era eu, o breu e a chuva e uma estelinha.
Assim, escondido em algum lugar eu dormi.
Sonhei, enfim, vi no alto da mata, na serra, um brilho de sol, mas não era e sim aquela estrela, a pequena, que crescera e chagara aos meus pés.
Esperança tardia de quem busca, na noite, no breu, sem nem mesmo a luz da lua pra alumiar o próximo passo.
Há caminhos que se faz bem só. Eu sei... Estou num deles. Nem um pio, um pio sequer.
Ai! Minha estrelinha... Onde estou? Onde estarei?
Meus desertos de silêncio e de barulhos, ruídos estranhos tem o silêncio. Quero andar e não vejo o caminho.
Só tenho minha estrela que de vez enquanto aparece...
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