paulovinheiro
Paulo Vieira Pinheiro
170410
Aqui abro em palavras quase certas aquilo que acho que é
Conto pra todos como penso ou quase penso daquilo que sou
Pois para ser tem de ser e muita vez ao se escrever já não é
Me embriago linha a linha repetindo a cor do meu chão
Num passar de minha mão sobra a folha que cubro de pó
Assim tinjo e atinjo quem lê ou faz que lê este vão
De minhas veias escorrem gotas limpas que dão esse tom
Assim, assim, eu te vejo aí, parado lendo estas mias linhas
Procurando sentido contido no pó deste chão
À montanha que chora quero dar meu sorriso
Me despeço alegre agradecendo o tempo que foi
Meu abrigo que enlaça meu coração e meu bem
Bem de minha vida que espera o que vem
Buscando em segredo mudança de vida
Procurando à volta palavra contida
Vamos pra onde nossos pés nos levam já
Deixando pra tras um sorriso de adeus
Minhas matas, meus bichos, minhas pedras
Encontrarei mais e mais caminhos que me levem
Adeus
Nenhum comentário:
Postar um comentário