segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Xenofilia

Xenofilia
Paulovinheiro
09072010

Parece pra quem nasceu numa cidade grande como o Rio ou São Paulo, por exemplo, que algumas coisas só existem na cabeça de doentes, sendo alguma classe de desordem mental, mas não é bem assim.
Somos vermes de torrão. Protegemos quem nasceu no nosso terrão.
Pode até não ser muito polido falar desse jeito, mas assim é. Não existe perfume que elimine o cheiro desta situação.
As reações hoje são mais atenuadas. As pessoas muito educadas evitam dar bandei-ra, mas as coisas são ainda assim.
Não preciso lembrar que muitos paulistanos acham que os cariocas são preguiçosos e muitos cariocas dizem que o povo paulista foi ou é separatista (na lembrança da Revolu-ção Constitucionalista). Claro, são mentiras, que repetidas tantas vezes faz a massa acredi-tar.
Homens superficiais ou profundos... qual tipo é mais fácil de conviver?
Uns, certamente, são bem mais fáceis de manobrar e apontar o caminho que devem seguir; outros são mais livres no pensar e mais difíceis de ser enganados; em qual dos dois tipos queremos estar?
Todas as divisões, todos os cismas, todas as animaladas dos humanos tem os mes-mos objetivo: controle.
Há a necessidade de controlar e por amarmos os iguais desdenhamos os diferentes (pode se dar o inverso em outras situações).
Ser igual é estar perdido num mar de mesmice. Nem toda igualdade é positiva.
Igualdade, liberdade e fraternidade, pois é, isto poderia ser o lema de uma quadrilha, de um grupo de crime organizado; reflita; ops! será que... não é possível!!!
A xenofobia ama o ataque aos diferentes.
Parece que virei um “disco velho”, fico repetindo a mesma coisa, cultura a mão cheia.
Oferta de opções de ampliação do pensamento humano. Sei que isso é tudo que uma pequena parte da população não quer, mas isso é de fundamental importância, mesmo que esta pequena parte seja quem domine tudo.

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