Entre velas vou ao marPor favelas volto à terra
Cruzo o horizonte contrário
Pisando em poças rasas
Crio nas ruas que cruzo
Um clima de aberto silêncio
E os gritos se perdem lá fora
Buscando quem ouça em mim
Sombras, crimes, violências
Um cardápio? O que queres?
A poesia? ela cabe aqui?
Entre balas, tapas e chutes
Concorrer é natural, a poesia não
É comum o esquecer da vida
Viver é arrancar tudo de tudo
Depois de tudo sobrará o nada
Agora podemos sorrir
Arejar os dentes
Morrer entre os vivos
Viver entre os mortos
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